Coletivo faz lives para aproximar população de debate por segurança íntima e cidadania

 Caos.a convida especialistas para discutir temas inerentes ao direito internacional em lives-aulas gratuitas 


Com lives-aulas todas semanas para discutir segurança íntima, cidadania e direito internacional, o coletivo caos.a reúne especialistas e comunicadores para discutir a perda dos direitos das mulheres no Brasil a partir do posicionamento do mesmo na Organização das Nações Unidas (ONU). 


Com uma linguagem simples e objetiva, atrelando pedagogia e política, o coletivo pretende criar debates públicos e atingir o grande público,  oferecendo esclarecimentos sobre diferentes temas sobre políticas públicas, diretamente ligadas a possível perda de direitos históricos, que podem ser tolhidos através de posturas fundamentalistas e religiosas do governo brasileiro junto a ONU. 




Nesta quarta-feira (26) às 18h, o perfil da caos.a recebe a comunicadora Isabela Dias Benassi, para debater o tema “Menstruação e pobreza mundial: uma questão de saúde pública”. Ela é coordenadora da campanha Fluxo Solidário, de combate à pobreza menstrual. 


Já na quarta-feira (19) às 19h a  jornalista Julieta Jacob para conversar sobre “Ensinando Consentimento para Adolescentes”. Julieta é educadora social e mestra em Direitos Humanos com ênfase em pesquisas na área de práticas pedagógicas de gênero e sexualidade em escolas públicas. Seu livro “Tuca e Juba” é um convite aos jovens a pensarem sobre relacionamentos, auto-estima e sentimentos, utilizando a linguagem da internet e redes sociais. Além disso, Julieta   oferece ainda atendimentos e mentorias a mães e pais para orientá-los sobre o processo de educação sexual de seus filhos(as).


“Nós queremos que o grande público acesse nosso conteúdo e, por isso, vamos fugir dos jargões e de qualquer coisa que possa nos ligar com políticas raciais. Nós queremos e precisamos nos comunicar com a população de forma eficaz”, disse Ana Sharp, a idealizadora do projeto e co-fundadora do coletivo. 


Recentemente, diante do caso de gravidez e aborto de uma garota de 10 anos, que movimentou o debate acerca do tema no país, o coletivo listou livros para falar com crianças sobre segurança íntima e atingiu milhares de pessoas nas redes sociais, justamente pela acessibilidade e simplicidade propostas pela publicação. 


Caos, causa e luta
Composto por oito pessoas, o coletivo reúne Ana Sharp (mãe, pedagoga e jornalista), Bárbara Thomaz (mãe e digital influencer), Flávia Zaparoli (publicitária), Maíra Dvorek (mãe, atriz e psicóloga) Gabriela Fernandes (designer e videomaker), Ebonny Paranhos (fisioterapeuta da saúde da mulher), Viviana Santiago (pedagoga) e Natália Veroneze (advogada) e  leva o nome de caos.a por estar atrelado às causas sociais e também ao caos de ser mulher no Brasil 


Desta forma, com processos de formação que envolvam comunicação, pedagogia e política, o caos.a tende a ser um processo contínuo, trabalhando a formação de forma ampla e acessível, para além de cursos, palestras e oficinas, mas com informação direta, simples, objetiva e pelas redes sociais, para chegar a um maior número de pessoas no menor tempo possível, fomentando cada vez mais os debates no setor das políticas públicas e direitos. 


Caos.a: uma ponte entre a sociedade civil e o direito internacional


O coletivo foi fundado após Ana Sharp contatar reportagens do jornalista Jamil Chade, correspondente brasileiro na Europa sobre a votação que haveria na ONU sobre os direitos das mulheres e que o Brasil se alinhou a países reacionários e líderes em extremismo religioso, denunciando a ausência de direito para mulheres. 


“Eu fiquei incomodada e pensando que deveríamos fazer algo em relação a isso, já que é uma pauta que passa despercebida. As pessoas sequer sabem o que a ONU faz ou como as políticas internacionais são também políticas públicas. Nós precisamos então ser uma ponte entre a sociedade civil e o direito internacional, acelerando ações sociais sem perder o caráter educativo e informativo, até porque, somos um projeto permanente, uma vez que é uma causa que não se esgota”, destacou Ana Sharp. 



Serviço - Mais sobre o coletivo e as aulas pode ser acessado pelo Instagram: https://www.instagram.com/_caos.a/ 



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