Após Senado convidar funkeiros para debater criminalização do estilo musical, MC Koringa detona ideia legislativa

O senador Romário (PSB-RJ) convidou os funkeiros MC Koringa, Anitta, Valesca Popozuda, MC Nego do Borel e MC Marcinho para participarem de um debate na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. Tudo trata-se da ideia legislativa em criminalizar o funk.

"Sou contra a proposta do Sr. Marcelo Alonso (empresário autor da ideia legislativa que visa criminalizar o funk) e não contra o Legislativo que apenas legisla as propostas dadas. Acho que criminalizar o funk é descarregar uma culpa em uma vertente musical que não tem haver com a origem dos problemas. O descaso com a educação, com a saúde e por fim com a segurança, isso sim deveria ser criminalizado e responsabilizado a aqueles que praticam a omissão desses serviços. Quem desfruta de uma realidade dura, relata e/ou expressa essa realidade através de atitudes, comportamentos que acabam se tornando cultural dessas pessoas que vivem essa realidade. Paralelo a isso, aproveito também para dizer que assim como em qualquer, disse qualquer setor de trabalho, existem bons profissionais e maus profissionais. O funk é um ritmo popular e oriundo das classes mais desfavorecidas”, dispara MC Koringa.

“Muitos jovens sonham em ter uma carreira no funk pela ‘facilidade’ de entrar, por não precisar investir em instrumentos caríssimos como de bandas. Uma boa parte visa a carreira com responsabilidade, quer dar uma vida melhor para a família, comprar imóveis, ter um carro e fazer outros investimentos. Já uma outra parte nem sabe o que é ter responsabilidade com o trabalho e visa apenas momentos de ostentação, drogas, relacionamentos aventureiros e outros. Resumindo, o funk é uma cultura, tem bons e maus profissionais e não tem culpa da realidade que é proporcionada a alguns”, finaliza o cantor.

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