Balé Ralé, sétimo espetáculo de TEATRO DE EXTREMOS, estreia dia 11 de maio

Balé Ralé, sétimo espetáculo de TEATRO DE EXTREMOS, estreia dia 11 de maio de 2017, na Arena do Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, com direção de Fabiano de Freitas. A cia já conta com 12 anos de trabalho continuado e atuação ininterrupta. Balé Ralé fecha uma trilogia iniciada com ‘Feriado de Mim Mesmo’ (2011) e ‘O Homossexual ou a Dificuldade de se Expressar’, de Copi (2015), espetáculo ainda em repertório. Desta vez parte da teatralização da obra do escritor Marcelino Freire. No elenco Blackyva, Leonardo Corajo, Mauricio Lima, Samuel Paes de Luna, Vilma Mello e Juracy de Oliveira (stand in).

Os textos de Marcelino Freire dão continuidade à pesquisa da cia na reflexão das questões da diversidade e seus reflexos sobre o homem contemporâneo, numa cena contundente sobre os limites do corpo, da sociedade e sua potência transformadora. A obra de Marcelino expande nossas noções de marginalidade. Nos últimos tempos, a pesquisa do Teatro de Extremos vem se debruçando sobre as questões referentes à discussão de gênero. Não se trata de ter estas questões meramente como tema, mas sim em entende-las como fundamental no próprio desenvolvimento da linguagem quando ela desempenha um papel na relação entre artista e público. O último trabalho, mergulhado na obra de Copi, nos “autoriza” a ampliar esta reflexão, pensando na desconstrução de gênero e nos espaços interditos quando tratamos desta questão à luz da contemporaneidade. Quando nos deparamos com a obra de Marcelino Freire este exercício se potencializa, já que se dá através do desenho de personagens densos, marginais e polêmicos, que se colocam em fricção em relação à normatividade. Trazer à tona estas questões são também uma forma de continuar pensando o próprio mundo. Em Balé Ralé essa nova força aparece em velhos ícones da marginalidade. Antigos porém urgentes porque, em suma, são uma representação pungente sobre a perene busca humana pela liberdade.

Os personagens de BALÉ RALÉ carregam o mundo nas costas, as dores e os amores. E isso tudo tem uma origem específica: são pedaços vivos, rejuntes da própria matéria social brasileira. São personagens que desabafam palavra e por ela desabam. São pedaços vivos de cotidiano compondo um vozerio. Balé Ralé é uma peça sobre vozes e sobre corpos impondo ao público o lugar de escuta. Personagens que são como vulcões em erupção, em momentos-limites, extremos, prontos pra matar ou morrer. Personagens que são monstros, seres atolados que decidem dizer o que escutam nos seus próprios corações. Portanto: um depoimento. Trata-se de uma escrita veemente e visceral que perpassa a ideia de memória, reinvenção, amor, ódio, vingança e miséria, portanto uma obra sem receio de ser marginal, por ser esta a questão principal. A obra de Marcelino nos apresenta a rua. O território de ninguém e ao mesmo tempo de todo mundo.

A companhia vem de um grande sucesso com a montagem de O Homossexual ou a Dificuldade de se Expressar, texto de Copi, que continua em repertório, após realizar três temporadas, no Espaço Sesc, Galpão Gamboa e Teatro Sergio Porto, além de ter composto a programação da mostra Todos os Gêneros, no Itaú Cultural, em SP. O espetáculo recebeu 13 indicações às mais importantes premiações do teatro carioca, como o Prêmio Shell, APTR, Cesgranrio e Questão de Crítica, das quais recebeu quatro.

FICHA TÉCNICA

Texto: Marcelino Feire

Concepção e Direção: Fabiano de Freitas

Elenco: Blackyva, Leonardo Corajo, Mauricio Lima, Samuel Paes de Luna, Vilma Mello e Juracy de Oliveira (Stand In)

Direção de Movimento: Marcia Rubim

Luz: Renato Machado

Direção Musical: Gustavo Benjão

Cenário: Pedro Paulo de Souza e Evee Avila

Figurinos: Luiza Fardin

Pesquisa Visual: Evee Ávila

Assistência de Direção: Juracy de Oliveira

Direção de Produção: Veronica Prates

Coordenadora Artística: Valencia Losada

Coordenadora de Planejamento: Maitê Medeiros

Produtor Executivo: Thiago Miyamoto

Coordenador Técnico: Iuri Wander

Idealização: Fabiano De Freitas

Realização: Teatro de Extremos + Quintal Produções

SERVIÇO

Temporada: de 11 de maio a 04 de junho de 2017

Horário: quinta a sábado, às 20h30, e domingos, às 19h

Local: Arena Sesc Copacabana

Ingressos: R$ 25,00 (inteira), R$12,00 (meia) e R$6,00 (associado do Sesc)

Classificação indicativa: 16 anos

Duração: 60 minutos

Lotação: 200 lugares

Gênero: Drama

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