segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Feitiço do Rio irá escolher no dia 20 de novembro de 2016, às 15 h, o primeiro samba-enredo da história da nova escola de samba do Rio de Janeiro. A escola irá apresentar o enredo É UM BARATO O FEITIÇO DO CHACRINHA em sua estreia no Carnaval de 2017.
O Feitiço do Rio, presidido por Jota Lourenço, é do bairro da Tijuca e sua madrinha é a Unidos da Tijuca.

Confira abaixo os 4 sambas classificados para a grande final:
SAMBA 1 - Marquinho do Armazém, Amaury Cardoso, Wagner Silva, Carlinhos Moreno, Guga Almeida e Jorge Alckmista
SAMBA 2 - Junior Lima, Renne Barbosa, Edu Casa Leme, Maninho, Digão e Giovanni Trindade
SAMBA 4 - Alexandre Valle, Leandro Santos, Enzo Belmonte, Junior Nascimento e Leandro RC
SAMBA 5 - Dalton Cunha, Guilherme Salgueiro, Matheus Viug e Walace Professor
O sorteio da ordem de apresentação será realizado no dia da disputa, antes do início da mesma.

A escola abrirá os desfiles do Grupo  E da LIESB no dia 04/03/2017, Sábado, na Estrada Intendente Magalhães, Campinho, Rio de Janeiro.

Serviço:
Final de Samba do G. R. E. S. Feitiço do Rio
Data e hora: Domingo, 20 de novembro, às 15h
Preço: Entrada grátis
Atrações:
- Abertura Grupo Santo Samba
- Show com os segmentos da escola
- Posse do destaque Johnathan Avelino
- Apresentação dos sambas concorrentes e escolha do samba-enredo para 2017
Local: Antiga quadra da Vizinha Faladeira (Rua da Gamboa, 345)

Confira a Sinopse da escola para o Carnaval de 2017.

ENREDO: É UM BARATO O FEITIÇO DO CHACRINHA
Sinopse do Enredo
Presidente: Jota Lourenço
Vice-Presidente: Carla Bulcão
Comissão de Carnaval: Thiago Santos, Daniel Guimarães e Renata Bulcão
Texto: Daniel Guimarães e Renata Bulcão

Nasceu o sol. Vivo, brilhante, caloroso. Surubim viu nascer o sol e viu nascer a luz de um pequeno Abelardo. Ainda jovem se fez guerreiro, entre idas e vindas, em tortuosas estradas, buzinando, buzinando, chamando a atenção do povo: "alô, alô, pessoal, tô chegando". Desde cedo já sabia que seu dom era comunicar, mas para não se "trumbicar", precisava muito mais. A vida lhe perguntou: "Vais querer ser o que, meu filho?". Foi músico e quis ser médico, dedicando-se como nunca, até das roupas ele se livrou: "Mãe, vou estudar para ser doutor. Leve minhas roupas, pois de cueca não posso sair". Apesar do seu esforço, seu destino lhe avisou que, em mares desconhecidos, seu porto era em outro lugar.
Foi assim que o alegre filho do nordeste desembarcou na Cidade Maravilhosa, que fervilhava em plena Era do Rádio, e encantado, embarcou nessa nova paixão. Animou o público como locutor comercial em diversas emissoras, até que uma rádio fluminense aceitou sua proposta de um programa inovador, que mantinha as pessoas acordadas em plena madrugada ao som das mais famosas marchinhas de carnaval do momento. Surgia assim O Rei Momo na Chacrinha. Com a chegada da Quaresma, era preciso encontrar um novo nome: O Cassino da Chacrinha. A criativa sonoplastia de Abelardo fazia com que a pequena chácara, sede da rádio em Niterói, se tornasse um verdadeiro cassino aos ouvidos do público. O primeiro "disc jockey" do Brasil esteve ainda em diversas outras estações e seu nome se tornou sinônimo de sucesso entre anunciantes, artistas e ouvintes. "Vai pro trono ou não vai?"
Seu carisma e irreverência o levaram para a tela da TV, exatamente no momento em que ela surgia no Brasil: Abelardo Chacrinha Barbosa inaugura sua Discoteca do Chacrinha na telinha em 1956. Passou por diversos canais e, em seu palco travestido de picadeiro (ou seria o contrário?), torna-se o pai da Tropicália, quando o seu show ganha cores. Começou a brilhar em programas dinâmicos que envolviam plateia, jurados, calouros e grandes nomes da música, invadindo as casas das famílias brasileiras com sua enorme algazarra, composta pelas sensuais chacretes, farinha e frutas por todo lado. "Vocês querem bacalhau?"
Já com alguns anos de carreira na televisão, o velho guerreiro reencontrou-se com O Cassino do Chacrinha, mantendo sob esse título seu ar jocoso e sua alegre anarquia. Sua alma carnavalesca novamente se revelou e Abelardo emprestou a voz a animadas marchinhas: o "sapatão" esteve na moda e todo mundo quis "botar a camisinha". Confundindo mais do que explicando, continuava "balançando a pança" nas tardes de sábado, tendo nas mãos sua inseparável buzina, sempre pronta para calar esperançosos calouros... A eles restava o cruel, mas encantador, troféu abacaxi!
Em um país tão sofrido, Chacrinha representou a face de um povo que sempre escolheu sorrir, e que preferia colorir sonhos do que acinzentar sua crua realidade. Por toda a vida, sua delirante fantasia fez florescer sorrisos em um Brasil inteiro. Criança de cabelos brancos, até o fim foi "painho", foi "maravilha", foi mágico, foi guerreiro.

O sol se pôs. E lá se foi Abelardo Barbosa, sempre com tudo e todo prosa. Mas aqui sua luz é eterna e ainda podemos ouvir sua voz cantando: "Oh Terezinha, oh Terezinha, é um barato o Feitiço do Chacrinha"! Obrigado por tudo, velho palhaço, aquele abraço!

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