sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Na última semana fomos alvos de críticas pesadas à nossa relação com a Guiné Equatorial. Os impropérios surgiram com muita força após a infeliz matéria publicada pelo jornalista Ricardo Noblat, no jornal O Globo, e também após as declarações da juíza Denise Frossard. Será que ambos tiveram a preocupação de se inteirar sobre o enredo antes de emitirem opinião?

Se o enredo da Beija-Flor para 2015 os incomoda tanto, porque então não começaram essa ‘’batalha’’ contra a Guiné Equatorial em 1974? A partir deste ano o Brasil expandiu suas relações diplomáticas com o país africano. Porque não bradaram pela exclusão da Guiné da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa?

Ainda de acordo com a juíza Denise Frossard, o dinheiro do patrocínio para o desfile de 2015 é ‘’sujo’’. Será que esse dinheiro tem a cor diferente do que foi investido para aproximação entre os países em 2005? Quando houve a abertura de uma embaixada em Brasília e outra em Malabo, capital equatoriana.

As relações comerciais de Brasil e Guiné Equatorial concentram-se nos setores de gás e petróleo, infraestrutura, construção civil, máquinas agrícolas, equipamentos de defesa e aeronaves. Alguns acordos, para o Ministério de Relações Exteriores do Brasil, são estratégicos: isenção de visto em passaportes diplomáticos, oficiais ou de serviço; acordo sobre o exercício de atividades remuneradas por parte de dependentes do pessoal diplomático, consular, militar, administrativo e técnico; e o de cooperação na área de defesa.
Como se vê, a relação entre Brasil e Guiné Equatorial alcançou um patamar bem avançado e dinâmico. Já que o país tem essa postura, porque a Beija-Flor não pode fazer um enredo que exalte a capacidade que os povos africanos tiveram para defender suas raízes em condições adversas? Raízes profundas, que estão na matriz da nossa identidade cultural, social e econômica.

O trabalho realizado ao longo do ano de 2014, através de visitas técnicas de membros da Beija Flor àquele país e a vinda de artistas equatorianos ao Rio de Janeiro, promoveu um encontro reprimido por séculos. É muito importante que o corpo de julgadores, escolhido pela Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa), não realize um julgamento político da Beija Flor. A isenção é fundamental.

Att.,
Comissão de carnaval do GRES Beija-Flor de Nilópolis
( Fran Sérgio, Ubiratan Silva, Victor Alves, André Cezari, Bianca Behrands, Claudio Russo e Laila)

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