quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Inácio Rios
Foto: Daniel Dias
Por Eugênia Rodrigues

Inácio Rios, Glória Bombim e Alexandre Rezende são o vencedores do Festival Novos Bambas do Velho Samba, promovido pelo Bar Carioca da Gema. A escolha foi bem disputada. O niteroiense Inácio Rios e a baiana Glória Bomfim ganharam por votação do júri, enquanto o mineiro Alexandre Rezende entraram por voto popular.

Mais sobre os três:

"Inácio Rios, que já tem história no samba, se disse feliz com possibilidade de abrir mais espaço para mostrar seu trabalho e suas composições. "Costumo fazer rodas de samba todos os domingos na Toca do Gambá em Niterói. Agora, venho tocar no Rio, o que é maravilhoso".

Cantor, compositor e cavaquinista, Inácio Rios, filho do sambista Zé Katimba, já nasceu com o DNA do samba. Cantou profissionalmente pela primeira vez aos oito anos, estreando no CD "Sambas Eternos" (1993) dirigido por Rildo Hora. Aos doze anos gravou duas faixas no CD "Butiquim do Martinho", sendo uma delas "Se Deus Quiser", de sua autoria, ainda menino. Aos quinze anos substituiu Mart’nália no backing vocal da banda de Martinho e sua música "Penetrante Olhar" foi gravada pelo seu padrinho musical no CD "Martinho da Vila, da Roça e da Cidade" (2001). Quatro anos depois, aos dezenove, Inácio desfilou na avenida com seu samba "Buon Mangiare, Mocidade! A arte está na mesa", no carnaval de 2005. Lançou seu primeiro CD "Bendita Percussão", em 2008, aos 22 anos, e, ainda neste ano, Diogo Nogueira gravou em seu primeiro álbum a música "Samba Pros Poetas" em parceria com Inácio, assim como gravou "Espelho da Alma", "Razão pra Sonhar" e "Muito Mais Além" nos álbuns seguintes. Aos 28 anos, Inácio lançou seu segundo álbum "Agulha de Marear", que trouxe 12 músicas autorais e participações especiais de Mart’nália, Diogo Nogueira e do Grupo Café Brasil. Sua história precoce deixa claro o seu envolvimento com a música e revela, ainda, sua intimidade com o samba.

Glória Bomfim participou de seu primeiro concurso, após ter lançado seu primeiro CD "Santo e Orixá", pela gravadora Acari Records, com produção de Luciana Rabello. "Para mim foi um desafio. A cada etapa perco a timidez e fico mais aberta. Isto ajuda a crescer e muito".

Após o lançamento de seu primeiro CD com músicas sobre temas do candomblé, confiadas à Gloria como um presente pelo próprio autor, Paulo Cesar Pinheiro - seu grande entusiasta, essa baiana vem se apresentando em shows no Rio e São Paulo, conquistando um público vibrante, que vem descobrindo através de suas músicas uma vertente pouco divulgada da cultura brasileira – a música de santo, o canto primitivo que nos lembra Clementina de Jesus. De fato, é difícil acreditar que Gloria seja uma estreante, diante do seu domínio de cena e da força do seu canto. Maria Bethânia apaixonou-se pelo canto espontâneo dessa sua conterrânea e relançou o CD de estréia de Gloria Bomfim no segundo semestre de 2011, pelo seu selo Quitanda. Como vemos, Gloria estreou com as bênçãos de dois grandes nomes da música brasileira de todos os tempos – a cantora Maria Bethânia e o poeta Paulo Cesar Pinheiro.

Já o mineiro Alexandre Rezende comemora a sua indicação pelo voto popular. "Esta foi a minha maior surpresa: vencer numa votação pela internet, ser aceito através de 850 votos".

Primo de Ari Barroso, Alexandre cresceu ouvindo a sua bisavó contar histórias das festas arrebatadoras que duravam dias, de muito baile varando a madrugada, quando o primo já famoso ia a visitar Sabinópolis. Foi lá que Alexandre Rezende aprendeu os primeiros acordes, frequentou as primeiras batucadas e aprendeu a gostar de Ademilde Fonseca. Cresceu nas rodas de viola dalí e, em meio aos congados e marujadas, trilhou seu caminho, criou seu gosto pela musica e encontrou seu norte no samba. Em 2003 foi finalista com 3 musicas de sua autoria no 1º festival da Coopersamba, evento criado por um grupo de sambistas de Belo Horizonte. De lá pra cá passou a viver intensamente o samba. Foi criador e apresentador, junto a Bobô da Cuíca, de um programa de radio diário dedicado ao gênero chamado "Batuque na Cozinha". É compositor, instrumentista e cantor e participou de alguns grupos como Clã do Jabuti, Samba da Silva e Chapéu Panamá. Neste ano em que completa 10 anos de trajetória no samba se lançou em carreira solo, além de participar do projeto Expresso Sarandí, com um grupo de compositores mineiros que pesquisam e tocam o samba rural".

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