quarta-feira, 28 de novembro de 2012

(Foto: Jéssica Balbino / G1)
FONTE G1 - MG - Jéssica Balbino 
Por trabalhar o ano todo produzindo fantasias, alegorias e carros para pelo menos 40 cidades, a Associação de Bem-Estar Social Cultural e Carnavalesca Saci-Pô, em Poços de Caldas (MG), fez a cidade se tornar conhecida como a ‘Cidade do Carnaval’ do Sul de Minas. No barracão da escola, temas de samba e enredo misturam-se às alegorias e a muitas histórias já contadas nas avenidas.

Hoje, além de Poços de Caldas, a associação produz adereços e fantasias para outras escolas de samba de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

O trabalho

Entre tecidos, brilhos, paetês, plumas e muito trabalho, mais de 100 pessoas se desdobram para garantir que a indústria continue operando. São os trabalhadores do Carnaval, que coordenados por Antônio Carlos Teodoro, 52 anos, conhecido como Karapiá, atuam desde 2003, neste mercado que movimenta cerca de R$ 1,5 milhão por ano.

“Mais do que o dinheiro, gostamos da magia que o Carnaval traz. O que mais me atrai é ver o que eu imaginei ganhar forma na avenida e provocar admiração nas pessoas”, dispara Karapiá, que há 36 anos abandonou a profissão de marceneiro e dedica-se ao trabalho com a indústria do Carnaval no barracão de pelo menos cinco mil metros de área coberta no bairro Ponte Preta, na zona Oeste da cidade. Lá são desenhadas e costuradas fantasias de luxo e carros alegóricos de mais de 11 metros de altura.

O espaço

O espaço abriga também um acervo com 12 mil fantasias, que englobam todas as alas de uma escola de samba e também fantasias de luxo. Segundo Karapiá, as fantasias variam da mais simples até a mais sofisticada em preços que vão de R$ 200 até R$ 25 mil.

Em outra sala ficam armazenadas pelo menos 40 mil unidades de penas das fantasias, como as de pavão e avestruz. Cada peça custa em torno de R$ 1, o que equivale a cerca de R$ 40 mil apenas em um compartimento do barracão.
Uma fantasia de R$ 25 mil pode custar até R$ 4 mil pela cessão.Algumas alegorias são alugadas por R$ 10 mil. Se fosse confeccionada com exclusividade, ficaria em torno de R$ 30 mil”, explica.

O sucesso é tanto que em 2008 uma equipe de franceses veio ao Brasil para fotografar fantasias de luxo e por indicação das escolas de samba do Rio de Janeiro conheceram a indústria do Carnaval da Saci-Pô, onde se encantaram com as fantasias e as levaram para uma exposição no Museu do Louvre.

Essa conquista, para Karapiá, é a junção de várias manifestações artísticas. “A arte iguala os seres humanos”, diz. E o prazer de trabalhar com a confecção das fantasias e alegorias é dividido com Sérgio de Mello, 53 anos, o Serginho, que desde 1978 também atua na escola e hoje é o presidente, além de também coordenar as confecções.

“Eu trabalho aqui há tanto tempo e é sempre bom ver a indústria do Carnaval se movimentando”, coloca Serginho.

Além deles, costureiras, decoradores, gesseiros, marceneiros, aderecistas, torneiros, soldadores e coreógrafos fazem parte da equipe que coloca os sonhos nas ruas, transformados em alegorias, que são embaladas pelos sambas de enredo.

Na avenida

O “book”, como Karapiá chama, são os desfiles da Escola de Samba Saci-Pô, da própria cidade, que já venceu o Carnaval no município 30 vezes. “É na avenida que mostramos nosso trabalho e isso que desperta, na maior parte das vezes, o interesse de outras escolas na fabricação de fantasias e alegorias conosco”, conta.

E o esforço tem sido rentável, o barracão fabrica fantasias que vão de R$ 300 a R$ 30 mil, fora as alegorias, que as mecanizadas podem custar até R$ 50 mil.

Outro ponto positivo é o reaproveitamento de material, em um espaço onde tudo é reciclável. “Procuramos não jogar muita coisa fora e aqui, até o lixo transforma-se em arte. Cerca de 70% da nossa matéria-prima de trabalho também é coletada junto ao comércio local. O restante ‘importamos’ de escolas que desfilam na Marquês de Sapucaí, como Beija-Flor, Porto da Pedra e União da Ilha”, frisa Karapiá.

Além do Carnaval

O trabalho tem se expandido para outras áreas além da do Carnaval. Desde 2009 a escola passou a atuar também em outras áreas e começou a confeccionar as alegorias do Natal Encantado de Poços de Caldas. Neste ano, as encomendas já foram feitas e os trabalhadores atuam para dar corpo aos adereços natalinos que vão enfeitar a cidade durante o fim do ano.

Para o futuro, os trabalhadores da ‘Cidade do Carnaval’ esperam seguir com o trabalho e ampliá-lo para outros fornecedores. “Já temos uma história de muitos anos de um trabalho bem feito. A ideia é expandir isso cada vez mais, levar nossa arte para o maior número de locais possíveis”, finaliza.

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