segunda-feira, 26 de novembro de 2012

FONTE: O DIA ONLINE Mudaram toda a sua estrutura/ Te impuseram outra cultura/ E você nem percebeu”. Nos versos de ‘Agoniza mas Não Morre’, de Nelson Sargento, gravado em 1978 por Beth Carvalho, o samba já mostrava toda sua capacidade de adaptação, que nunca vai deixá-lo morrer. E essa versatilidade ganha novo fôlego com o 2º Congresso Nacional do Samba, que ocorre no próximo final de semana.
No encontro, que acontecerá no Museu da República, acadêmicos, artistas, jornalistas e amantes do batuque e do Carnaval passarão dois dias reunidos em mesas-redondas e debates que têm como objetivo rever e atualizar a Carta do Samba, criada em 1962.

“O samba é muito amplo, é mais do que um gênero musical. É uma marca internacional do Brasil. Hoje, o Carnaval é um espetáculo, economicamente vai muito bem e divulga muito o samba, mas se rende, às vezes, à promoção de marcas, devido ao investimento que elas fazem na escola. Estamos num momento de mudanças, nunca existiram tantas rodas de samba ou blocos de Carnaval. Por tudo isso é preciso refletir sobre as questões do ritmo”, declara Jair Martins, um dos organizadores do evento.

Foram 50 anos desde o 1º Congresso Nacional do Samba, que foi responsável por instituir o dia 2 de dezembro como dia nacional do samba e pela redação da Carta do Samba.

“Após o 1º Congresso, a cultura popular começou a ser mais valorizada. A Carta abriu muitos caminhos para os sambistas e o Carnaval”, reflete o escritor Haroldo Costa. Ele, o jornalista Sérgio Cabral e o pesquisador musical José Ramos Tinho são os únicos representantes do 1º congresso vivos. Eles e o falecido escritor Edison Carneiro, redator da Carta do Samba, vão ser homenageados na sexta-feira em uma cerimônia de abertura na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.

Mas a programação do congresso oferece ainda mais opções. Além de atrações na Pedra do Sal e na Saúde (veja coordenada) acontece o lançamento do ‘Portal do Carnaval’, que tem como objetivo criar uma rede social de profissionais, grupos e organizações do Carnaval, além de um repositório digital.

Haroldo Costa lança em dezembro o livro ‘O Negro na Cultura Afro-Brasileira’

Primeiro ator a protagonizar a peça ‘Orfeu da Conceição’, de Vinicius de Moraes, Haroldo Costa voltou a interpretar nesse ano, como Seu Aloyso em ‘Suburbia’, na Globo. “Desde Chiquinha Gonzaga que eu não atuava na TV. Acho ‘Suburbia’ excelente. Luiz Fernando Carvalho (diretor) e Paulo Lins (roteirista) estão revolucionando o formato de minisséries”, opina Haroldo.

Autor de 14 livros, muitos em homenagem ao Salgueiro, sua escola de coração, Haroldo vai lançar em dezembro uma nova obra. “Se chama ‘O Negro na Cultura Afro-Brasileira’. No livro, eu destaco várias pessoas que foram fundamentais em diversas áreas do conhecimento. Pixinguinha, Heitor dos Prazeres e Elizeth Cardoso na música, Di Cavalcanti e Portinari nas artes plásticas, Machado de Assis e Lima Barreto na literatura. Falo ainda de ciências, artes cênicas, etc...”, adianta Haroldo.

2º CONGRESSO DO SAMBA

SEXTA. Abertura do congresso com cerimônia na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, às 18h. Serão homenageados Haroldo Costa, José Ramos Tinhorão, Sérgio Cabral e Edison Carneiro.

SÁBADO. Atividades no Museu da República (inscrições encerradas). Na sala 1, às 09h30, palestra sobre Edison Carneiro e a Carta do Samba. Conferência sobre a diversidade do samba e o patrimônio cultural imaterial, às 10h. Já às 12h30, conferência sobre samba, Carnaval e redes sociais. Na sala 2, conferência: o samba e suas performances, às 10h. Na sequência, conferência sobre samba, Carnaval e direitos autorais. No mesmo dia, na Rua Barão de Tefé s/nº, na Saúde, roda de samba do Cais do Valongo, às 21h.

DOMINGO. No Museu da República, na sala 1, às 10h, conferência: samba, economia criativa do Carnaval e globalização. Na sala 2, às 10h, conferência sobre samba e territorialidade. Na Pedra do Sal, às 7h, ritual de lavagem da Pedra do Sal, seguido de café da manhã. No mesmo local haverá uma visita guiada pelo circuito da herança africana, das 10h às 18h, e roda de samba de 15h às 18h. Ainda no domingo, na Rua São Francisco da Prainha, na Saúde, feira de gastronomia e de artesanato, das 10h às 18h, e feijoada, de 13h às 15h. Para fechar o dia, shows no Largo São Francisco da Prainha, de 15h às 18h.

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